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20 de março de 2015

My Wage

I bargained with Life for a penny,
And Life would pay no more,
However I begged at evening
When I counted my scanty store;
For Life is a just employer,
He gives you what you ask,
But once you have set the wages,
Why, you must bear the task.
I worked for a menial’s hire,
Only to learn, dismayed,
That any wage I had asked of Life,
Life would have paid.


- Jessie Belle Rittenhouse

- Linda versão desenhada pelo Zen Pencils:
http://zenpencils.com/comic/78-jessie-b-rittenhouse-my-wage/

- Créditos:
http://www.bartleby.com/73/1099.html

Conheci este poema no livro "Think and Grow Rich", de Napoleon Hill num audiobook da Amazon que recomendo bastante.
 

14 de maio de 2013

Sobre o "Lá Ele"

Recebi por e-mail este estudo, este tratado sobre o "Lá Ele", uma expressão de vital importância para o convívio social na Bahia ( ou pelo menos em Salvador ).

Não sei quem é o autor, mas este texto é valioso demais e compartilho ele aqui.

** Update **
30/09/2013: Saiu uma reportagem sobre o dialeto das rimas e duplo sentido no Correio. Vale a pena conferir depois de ler o texto abaixo =)

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Sobre o "Lá Ele"


O "Lá Ele" é uma das mais importantes expressões do idioma baianês, mais especificamente do dialeto soteropolitano baixo-vulgar. Segundo os léxicos, a expressão significa "outra pessoa, não eu" (LARIÚ, Nivaldo. Dicionário de baianês. 3ª ed. rev. e ampl. Salvador: EGBA, 2007, s/n).

A origem da expressão é ambígua. Alguns etimologistas atribuem seu surgimento às nativas do bairro da Mata Escura, enquanto outros identificam registros mais antigos no falar dos moradores do Pau Miúdo. O certo, porém é que o "lá ele" desempenha papel fundamental em um dos aspectos mais importantes da cultura da primeira capital do Brasil - a subcultura urbana do duplo sentido.

Desde a mais tenra infância, os naturais da Soterópolis são treinados para identificar frases passíveis de dupla interpretação. Da mesma forma, os soteropolitanos aprendem desde cedo a engendrar artimanhas para que seu interlocutor profira expressões de duplo sentido.

Assim, as pessoas vivem sob constante tensão vocabular, cuidando para não fazer afirmações que possam ser deturpadas pelo interlocutor. Para indivíduos do sexo masculino, por exemplo, é vedado conjugar na primeira pessoa inocentes verbos como "dar", "sentar", "receber", cair", "chupar" etc. O interlocutor sempre estará atento para, ao primeiro deslize, destruir a reputação de quem pronunciou a palavra proibida.

Como antídoto para a incômoda prática, o "lá ele" surgiu como uma ferramenta indispensável na comunicação do soterpolitano. Assim, o indivíduo que falar algo sujeito a interpretações maliciosas estará a salvo se, imediatamente, antes da reação de seu interlocutor, falar em alto e bom som: "lá ele!"

Por exemplo, qualquer homem, por mais macho que seja, terá sua orientação posta em dúvida se falar "Neste Natal comi um ótimo peru". Contudo, se sua frase for "Neste Natal comi um ótimo peru, lá ele!", não haverá qualquer problema. No mesmo diapasão, confira-se:

(a) se um colega de trabalho enviar um e-mail perguntando "vai dar para almoçar hoje?", não se pode responder apenas "Sim"; deve-se responder "Lá ele. Vamos almoçar";

(b) se, na pendência do pagamento de polpudos honorários, um advogado perguntar ao outro "Já recebeu?", a resposta deverá ser "Lá ele. Já foi pago";

(c) ou, ainda, se alguém nasceu no citado bairro do Pau Miúdo, o que poderá transformar sua vida em um interminável festival de chacotas, deverá sempre valer-se da ressalva: "eu sou do Pau Miúdo, lá ele".

Para melhor compreensão da matéria, reproduz-se abaixo um exemplo real, ocorrido no último domingo durante a transmissão do épico triunfo do glorioso Esporte Clube Bahia sobre o Atlético de Alagoinhas:

- Locutor: "Subiu o cartão amarelo?"

- Repórter: "Subiu, o amarelo e o vermelho."

- Locutor: "Mas você está vendo subir tudo!"

- Repórter: "Lá ele!"

Note-se que o "lá ele" pode sofrer variações de gênero e número, de acordo com a palavra que se pretende neutralizar. Se, antes de uma sessão do TJBA, alguém perguntar "Você conhece os membros da turma julgadora?", deve-se objetar com veemência: "Lá eles!". Ou se o cidadão for à Sorveteria da Ribeira e lhe perguntarem "Quantas bolas o senhor deseja?", é de todo recomendável que se responda "Duas, lá ele, por favor".

Há também a situação de um homem contar uma piada, ou um caso, verdadeiro ou fictício, que se passou com uma mulher. Aí o "lá ela" é que será usado. Um exemplo disso seria "E lá pelas tantas a mulher disse: Se você não vier deitar agora, "lá ela" vai lhe buscar à força". 

A cultura duplo sentido oferece outros fenômenos da comunicação interpessoal. Veja-se, a título de ilustração, o sufixo "ives".

Em Salvador, não se pode falar palavras terminadas em "u", principalmente as oxítonas. Independentemente de sexo, idade ou classe social, o indivíduo poderá ser mandado para aquele lugar (lá ele). A pronúncia de uma palavra que dê (lá ela) rima com o nome popular do esfíncter (lá ele) será prontamente rebatida com a amável sugestão. Para fazer face ao problema, a vogal "u" passou a ser costumeiramente substituída pelo sufixo "ives".

Destarte, o capitão da Seleção de 2002 é tratado como "Cafives"; o Estádio de Pituaçu virou "Pituacives"; o bairro do Curuzu se tornou "Curuzives"; a capital de Sergipe passou a ser chamada de "Aracajives"; e as pessoas que atendiam pela alcunha de Babu, com freqüência utilizada na Bahia para apelidar carinhosamente pessoas de feições simiescas, há muito tempo passaram a ser chamadas de "Babives".

(*) comentário do leitor:

Acho que, antes de surgir o "ives", veio o "i", algo como jogar a pronúncia para o francês. Algo como ocorre com menu, que é pronunciado "meni". Do "i" para o "ives", foi uma questão de adaptar a fala.

30 de março de 2013

Negociações Políticas



Às vezes eu me pego meio perdido com algumas notícias a respeito de política.

Honestamente, eu penso: como isso pode acontecer? Como coisas tão escandalosamente erradas podem chegar a serem de fato concretizadas?

Entendo que esse tipo de pensamento possa acontecer, ser discutido e até defendido em alguns setores da sociedade, mas me assusta saber que ele possui tanto apoio ao ponto de chegar a virar uma realidade no governo!

Nestes momentos de confusão, acho muito bom ler textos que me expliquem, e me ajudem a compreender como funciona, de fato, a política nos bastidores. Ajuda a entender como funciona o próprio mundo mesmo. Desta vez o texto esclarecedor foi de Wilson Gomes, um professor da UFBa que teve o seu post-reflexão recompartilhado por Jean Wyllys no Facebook.

No final das contas, concluo sempre, estamos todos neste barco para aprender. Cabe a nós tolerância, trabalho e paciência. O mundo já foi bem pior do que está hoje, coisas ainda mais horrendas aconteciam nos bastidores e ninguém jamais descobriu. Agora é continuar trabalhando para melhorar - como sempre foi desde os tempos imemoriais.

Quer algo? Faça acontecer.


Compartilho na íntegra o texto do Gomes (link original aqui):

14 de setembro de 2011

Sobre a saúde


"...cada filho de Deus é herdeiro de possibilidades sublimes e deve funcionar como médico vigilante de si mesmo."
Alexandre, em diálogo com André Luís. Missionários da Luz, cap. 6.

Será que perceberam que eu destaquei "possibilidades sublimes"? É porque são sublimes. Demais. Mesmo. É de se ficar maravilhado.

Pratiquem ;) fikdik

2 de novembro de 2010

A Alegria


O escritor Guimarães Rosa dá uma grande lição num pequeno texto sobre impermanência e relacionamentos.

"Deus nos dá pessoas e coisas,
para aprendermos a alegria...
Depois, retoma coisas e pessoas
para ver se já somos capazes da alegria
sozinhos...
Essa... a alegria que ele quer"

Encontrado num comentário sobre um texto fantástico do Papo de Homem

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Foto de uma mandala de areia, símbolo da impermanência, por Wonderlane

31 de agosto de 2010

Ironic

Mr. Play It Safe was afraid to fly
He packed his suitcase and kissed his kids good-bye
He waited his whole damn life to take that flight
And as the plane crashed down he thought
'Well isn't this nice...'
And isn't it ironic ...




Well life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything's okay and everything's going right
And life has a funny way of helping you out when
You think everything's gone wrong and everything blows up
In your face


É muito bom ouvir essa música quando a vida solta umas ironias =)

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Youtube - Alanis Morissette - Ironic ( Letras )
Despair.com - Irony T-Shirt

25 de maio de 2010

Dia da Toalha


Celebremos! Todos carreguem consigo, ao sair de casa, uma toalha para onde forem!

Você se pergunta porquê? Não entre em pânico. Provavelmente hoje não é o seu dia, mas é simples, comissário... O Guia do Mochileiro das Galáxias faz algumas afirmações a respeito das toalhas:
Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítmos; ... ; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas; ... ; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.
Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conlui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha "acidentalmente perdido". O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.
Vamos celebrar este objeto trivial tão útil e homenagear a Douglas Adams pela obra hilária que deixou =D

Dia 25 de Maio:
- Dia da Toalha;
- Dia do Orgulho Nerd (foi o dia da premiére do primeiro Star Wars em 1977) e;
- Dia do massoterapeuta! (massagem! yay!)

E se você ainda está se perguntando alguma coisa: é 42.

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Links relacionados:
Douglas Adams
The Hitchhiker's Guide to the Galaxy
Dia da Toalha
Dia do Orgulho Nerd
25 de Maio
Galeria de fotos sobre o TowelDay no Flickr

26 de janeiro de 2010

Escutando Sentimentos


"O sentimento é a maior conquista evolutiva do Espírito.
Aprendendo a escutá-lo, estaremos entendendo melhor a nossa alma.
Não existe um só sentimento que não tenha importância no processo de crescimento pessoal.
Quando digo a mim mesmo "não posso sentir isto", simplesmente estou desprezando a oportunidade de auto-investigação, de saber qual é ou quais são as mensagens profundas da vida mental."

Ermance Dufaux, em "Escutando Sentimentos"