I bargained with Life for a penny, And Life would pay no more, However I begged at evening When I counted my scanty store; For Life is a just employer, He gives you what you ask, But once you have set the wages, Why, you must bear the task. I worked for a menial’s hire, Only to learn, dismayed, That any wage I had asked of Life, Life would have paid.
Em um momento de reflexão, certa vez, elegi duas tecnologias humanas que me davam mais orgulho de participar da humanidade no seu momento atual: o ônibus espacial e o computador.
Mesmo que o pobre do space shuttle tenha sido aposentado, em parte por ser tão complexo a ponto de ser inviável mantê-lo, continuo achando uma coisa incrível o ser humano ser capaz de enviar um veículo (com gente!) para um ambiente tão belo e hostil quanto o espaço... voltar e pousar sozinho!
Voltando algumas décadas na tecnologia, ainda me espanto com a complexidade e beleza das artimanhas necessárias para fazer um "simples" foguete capaz de ir à lua. Me vêm à mente filmes e séries que me marcaram muito como From the Earth to the Moon, Apollo 13, October Sky, entre outros tantos.
No entanto, assim como o interesse global pelo assunto, o meu interesse também caiu e eu mal lembrava que o curtia tanto, até que...
KSP: Meet the Kerbals!
...conheci o Kerbal Space Program!
Ele é, como o nome sugere, um simulador de programa espacial, no qual você é encarregado de desenhar e construir foguetes e aviões espaciais para depois pilotá-los rumo ao espaço, levando seus adoráveis astronautas verdinhos.
Mesmo não possuindo objetivos fixos, qualquer jogador iniciante vai certamente querer fazer as manobras mais básicas: sair da atmosfera com um foguete, entrar em uma órbita estável, viajar para a lua, quem sabe até pousar na lua. Ao tentar executar qualquer uma destas tarefas, certamente vai descobrir que não é tão simples quanto parece.
Neste processo de aprendizado do funcionamento das manobras básicas o jogador acaba naturalmente passando por diversas grandes descobertas a respeito da física dos astros, praticamente revivendo o que provavelmente os milhares de cientistas tiveram de aprender durante os programas espaciais do nosso próprio planeta Terra. Foram várias e várias teses de doutourado e PhD para a humanidade conseguir algo tão básico quanto fazer duas naves se encontrarem em órbita.
De alguma forma, os designers do jogo conseguiram inserir toda esta complexidade imensa da ciência aeroespacial para os hardcore gamers, mas de uma forma que quem quiser simplesmente sentar, jogar e experimentar aleatoriamente coisas também pode se divertir - e muito!
Trailer do jogo feito por um fã. Se possível, assista em tela cheia.
Comunidade
O KSP foi lançado nos mesmos moldes do Minecraft, que já expliquei antes aqui no blog: os desenvolvedores (mexicanos!) fizeram uma versão inicial com várias partes faltando e os jogadores mais interessados pagam com um desconto para entrarem antes mesmo de terem o jogo completo.
Numa sacada muito inteligente, eles também fizeram o jogo altamente manipulável pelo usuário, favorecendo o surgimento de uma comunidade enorme de modders e plugins e impulsionando o jogo a crescer muito mais e mais rápido do que seria possível se fosse desenvolvido apenas pela Squad.
Além disto, entusiastas do ramo aeroespacial, especialistas e astrônomos passaram a se juntar à comunidade e abastecê-la de textos, explicações sobre astronomia e até mesmo centenas de vídeo-aulas, como o lendárioScott Manley.
Versão Grátis
O jogo completo, em sua fase beta, está custando US$23 ( R$ 45 no Steam ), mas eu sinceramente não recomendo começar por ele por um motivo bem simples: é completo demais!
A quantidade de peças disponível para construir os foguetes é enorme, a quantidade de planetas e luas no sistema solar também, e isto acaba confundindo mais do que ajudando na hora de aprender o básico. A versão demo tem tudo o que você precisa para se divertir e debater com os diversos desafios das primeiras muitas horas de jogo.
Caso goste do estilo, a compra virá naturalmente pela vontade de experimentar novas possibilidades de foguetes, aviões espaciais e manobras mais complexas.
Dicas para iniciantes
Definitivamente este não é o tipo de jogo em que você senta pela primeira vez, aperta algumas teclas e sai entrando em órbita por aí. Existe uma curva de aprendizado inicial que o tutorial para iniciantes até que ajuda um pouco, mas ainda deixa a desejar.
Se você não tiver interesse em mergulhar em testes empíricos (ou matemática) para estudar a gravidade e atmosfera do planeta Kerbin ( planeta natal dos adoráveis alienígenas do joguinho ), existem diversas vídeo-aulas muito boas no Youtube, dentre as quais destaco uma simulação do vôo da Apollo 11 (vídeo de 45 minutos) feita pelo astronogamerScott Manley com os recursos da versão demo.
Re-encontro com a beleza dos astros
Depois de começar a jogar KSP e ver quão difícil é, de fato, a tal rocket science, eu recuperei a admiração que sempre tive pela indústria espacial e, especialmente, pelos pioneiros dos programas espaciais. É MUITO difícil! Realmente, ser astronauta não é pra qualquer um e este jogo dá uma bela noção disto.
Além da parte humana da coisa, eu me pego ultimamente contemplando muito a beleza dos astros, parando para olhar a lua, as estrelas e lendo coisas sobre os planetas do nosso sistema solar.
Fica mais e mais claro para mim que há muito mais coisa interessante para conhecermos lá fora, assim que conseguirmos arrumar um pouco mais nossa querida casinha aqui.
Finalizo com uma frase do autor de alguns dos melhores tutoriais sobre mecânica de órbitas da comunidade KSP, na qual ele fala sobre a beleza exótica do assunto:
There's real beauty in the way orbital mechanics work, it's a blend of chess and ballet.- Pebblegarden
Recebi por e-mail este estudo, este tratado sobre o "Lá Ele", uma expressão de vital importância para o convívio social na Bahia ( ou pelo menos em Salvador ).
Não sei quem é o autor, mas este texto é valioso demais e compartilho ele aqui.
O "Lá Ele" é uma das mais importantes expressões do idioma baianês, mais especificamente do dialeto soteropolitano baixo-vulgar. Segundo os léxicos, a expressão significa "outra pessoa, não eu" (LARIÚ, Nivaldo. Dicionário de baianês. 3ª ed. rev. e ampl. Salvador: EGBA, 2007, s/n).
A origem da expressão é ambígua. Alguns etimologistas atribuem seu surgimento às nativas do bairro da Mata Escura, enquanto outros identificam registros mais antigos no falar dos moradores do Pau Miúdo. O certo, porém é que o "lá ele" desempenha papel fundamental em um dos aspectos mais importantes da cultura da primeira capital do Brasil - a subcultura urbana do duplo sentido.
Desde a mais tenra infância, os naturais da Soterópolis são treinados para identificar frases passíveis de dupla interpretação. Da mesma forma, os soteropolitanos aprendem desde cedo a engendrar artimanhas para que seu interlocutor profira expressões de duplo sentido.
Assim, as pessoas vivem sob constante tensão vocabular, cuidando para não fazer afirmações que possam ser deturpadas pelo interlocutor. Para indivíduos do sexo masculino, por exemplo, é vedado conjugar na primeira pessoa inocentes verbos como "dar", "sentar", "receber", cair", "chupar" etc. O interlocutor sempre estará atento para, ao primeiro deslize, destruir a reputação de quem pronunciou a palavra proibida.
Como antídoto para a incômoda prática, o "lá ele" surgiu como uma ferramenta indispensável na comunicação do soterpolitano. Assim, o indivíduo que falar algo sujeito a interpretações maliciosas estará a salvo se, imediatamente, antes da reação de seu interlocutor, falar em alto e bom som: "lá ele!"
Por exemplo, qualquer homem, por mais macho que seja, terá sua orientação posta em dúvida se falar "Neste Natal comi um ótimo peru". Contudo, se sua frase for "Neste Natal comi um ótimo peru, lá ele!", não haverá qualquer problema. No mesmo diapasão, confira-se:
(a) se um colega de trabalho enviar um e-mail perguntando "vai dar para almoçar hoje?", não se pode responder apenas "Sim"; deve-se responder "Lá ele. Vamos almoçar";
(b) se, na pendência do pagamento de polpudos honorários, um advogado perguntar ao outro "Já recebeu?", a resposta deverá ser "Lá ele. Já foi pago";
(c) ou, ainda, se alguém nasceu no citado bairro do Pau Miúdo, o que poderá transformar sua vida em um interminável festival de chacotas, deverá sempre valer-se da ressalva: "eu sou do Pau Miúdo, lá ele".
Para melhor compreensão da matéria, reproduz-se abaixo um exemplo real, ocorrido no último domingo durante a transmissão do épico triunfo do glorioso Esporte Clube Bahia sobre o Atlético de Alagoinhas:
- Locutor: "Subiu o cartão amarelo?"
- Repórter: "Subiu, o amarelo e o vermelho."
- Locutor: "Mas você está vendo subir tudo!"
- Repórter: "Lá ele!"
Note-se que o "lá ele" pode sofrer variações de gênero e número, de acordo com a palavra que se pretende neutralizar. Se, antes de uma sessão do TJBA, alguém perguntar "Você conhece os membros da turma julgadora?", deve-se objetar com veemência: "Lá eles!". Ou se o cidadão for à Sorveteria da Ribeira e lhe perguntarem "Quantas bolas o senhor deseja?", é de todo recomendável que se responda "Duas, lá ele, por favor".
Há também a situação de um homem contar uma piada, ou um caso, verdadeiro ou fictício, que se passou com uma mulher. Aí o "lá ela" é que será usado. Um exemplo disso seria "E lá pelas tantas a mulher disse: Se você não vier deitar agora, "lá ela" vai lhe buscar à força".
A cultura duplo sentido oferece outros fenômenos da comunicação interpessoal. Veja-se, a título de ilustração, o sufixo "ives".
Em Salvador, não se pode falar palavras terminadas em "u", principalmente as oxítonas. Independentemente de sexo, idade ou classe social, o indivíduo poderá ser mandado para aquele lugar (lá ele). A pronúncia de uma palavra que dê (lá ela) rima com o nome popular do esfíncter (lá ele) será prontamente rebatida com a amável sugestão. Para fazer face ao problema, a vogal "u" passou a ser costumeiramente substituída pelo sufixo "ives".
Destarte, o capitão da Seleção de 2002 é tratado como "Cafives"; o Estádio de Pituaçu virou "Pituacives"; o bairro do Curuzu se tornou "Curuzives"; a capital de Sergipe passou a ser chamada de "Aracajives"; e as pessoas que atendiam pela alcunha de Babu, com freqüência utilizada na Bahia para apelidar carinhosamente pessoas de feições simiescas, há muito tempo passaram a ser chamadas de "Babives".
(*) comentário do leitor:
Acho que, antes de surgir o "ives", veio o "i", algo como jogar a pronúncia para o francês. Algo como ocorre com menu, que é pronunciado "meni". Do "i" para o "ives", foi uma questão de adaptar a fala.
Honestamente, eu penso: como isso pode acontecer? Como coisas tão escandalosamente erradas podem chegar a serem de fato concretizadas?
Entendo que esse tipo de pensamento possa acontecer, ser discutido e até defendido em alguns setores da sociedade, mas me assusta saber que ele possui tanto apoio ao ponto de chegar a virar uma realidade no governo!
Nestes momentos de confusão, acho muito bom ler textos que me expliquem, e me ajudem a compreender como funciona, de fato, a política nos bastidores. Ajuda a entender como funciona o próprio mundo mesmo. Desta vez o texto esclarecedor foi de Wilson Gomes, um professor da UFBa que teve o seu post-reflexão recompartilhado por Jean Wyllys no Facebook.
No final das contas, concluo sempre, estamos todos neste barco para aprender. Cabe a nós tolerância, trabalho e paciência. O mundo já foi bem pior do que está hoje, coisas ainda mais horrendas aconteciam nos bastidores e ninguém jamais descobriu. Agora é continuar trabalhando para melhorar - como sempre foi desde os tempos imemoriais.
Essa piada faz parte da minha vida. Sempre bati altos papos com meu corpo, mas nunca tive uma desavença nesse nível.
É divertido (e instrutivo) tentar imaginar o que as partes do corpo estão falando todos os dias =)
- Estômago: Cara, manera aê com o que vai comer. Essa semana foi foda. Manda uns vegetais pra dentro, porque as coisas no intestino estão feias.
Primeiro prato (800g): arroz, feijoada, cupim, picanha, coração de galinha e tomate.
- Estômago: Tá de sacanagem, né? Duas rodelas de tomate? E essas carnes mal-passadas? Pelo menos mastiga direito essa porra.
Segundo prato (550g): arroz, costela, picanha, alcatra e salada de maionese.
-
Estômago: Chega de carne, cara, não cabe mais nada aqui. Lembra daquela
úlcera? Tá faltando pouco pra cicatriz abrir. Tu quer fuder com tudo,
né? Manda um pouco de água.
Bebida: Coca-Cola 600ml.
- Estômago: Seu imbecil, eu falei um pouco de água.
- Ué, Coca-Cola tem água. E ainda ajuda a dissolver a carne.
- Estômago: Coca-cola tem o inferno dentro, porra. Tá fudendo aqui com o suco-gástrico.
- Esposa: Amor, com quem você tá falando?
- Nada, não, tô pensando alto.
Sobremesa: 300g de pudim.
- Estômago: Eita porra, cabe mais não. Tá ouvindo?
- Intestino: O que tá acontecendo aí em cima? Que zona é essa?
- Estômago: O cara tá empurrando comida. Agora veio pudim pra dentro. Não sei mais o que fazer.
- Intestino: Vamos mandar direto.
- Estômago: O quê?
- Intestino: É isso aí, operação descarga.
- Estômago: Cara, o cérebro não vai gostar.
- Intestino: Foda-se o cérebro, ele nunca veio aqui em baixo pra saber como são as coisas.
- Estômago: Vamos dar mais uma chance pra ele. Eu acho que ele não vai mais...
Bebida 2: cafezinho.
- Estômago: Filho duma puta. Vou explodir.
- Intestino: Operação descarga iniciando. Anda, libera o canal do duodeno que eu já tô conversando com o esfíncter.
- Coração: Que que tá havendo aí embaixo? A adrenalina tá aumentando muito.
- Intestino: Operação descarga.
- Coração: Quem autorizou isso? O cérebro não me mandou nada.
- Estômago: Foda-se aquela geléia! Nem músculo tem.
-
Intestino: É isso aê, foda-se essa géleia inútil. Vinte segundos pra
abrir o esfíncter anal. Quero ver o ânus arder com esse suco gástrico.
- Esposa: Amor, você tá passando bem? Tá suando todo, aonde você vai?
- Preciso ir ao banheiro, urgente. Paga a conta e me espera no carro.
Durante a maior parte da minha vida, eu dependi de disquetes, cds ou pendrives para levar documentos, fotos e arquivos para um lado e para o outro. É um peso a mais, exige presença física e nem sempre é muito conveniente. Claro, era sempre possível mandar coisas por e-mail, mas nada que fosse muito grande.
Fico feliz de ver quanto isso mudou. Hoje é possível compartilhar uma pasta via DropBox e imediatamente a pessoa do outro lado vai ter acesso a todos os arquivos dela! Eu mesmo posso acessar as minhas pastas de qualquer computador ou celular, bastando acessar um site. É muita praticidade =)
No google já é possível encontrar dezenas de tutoriais de como criar conta no DropBox, então vou me ater a falar apenas do básico de como ele funciona e como fazer bom uso dele.
É um lugar para colocar seus arquivos na internet e baixá-los depois gratuitamente. Simples assim. Você entra no site do DropBox com seu login e senha, clica em "UpLoad" e coloca tudo o que vai precisar usar depois.
A grande vantagem dele, no entanto, surge quando você instala o programinha (também gratuito) deles. Ao instalá-lo, você cria uma pasta dentro do seu HD com tudo o que quer colocar no DropBox. À medida em que você for jogando arquivos dentro desta pasta, renomeando, movendo e editando, as alterações são replicadas automaticamente na sua pastinha virtual lá nos servidores.
No meu caso, tenho o aplicativo instalado no meu Desktop e no Notebook. Quando quero enviar arquivos de um computador para outro, jogo o arquivo dentro da minha pasta do Dropbox e poucos segundos depois ele já aparece do outro lado.
Quanto espaço?
Ele tem um limite modesto de 2 gigas gratuitos (expansível para 18gb), o que acaba sendo bem mais do que o suficiente para guardar documentos do tipo Office, fotos e vídeos de celular e até mesmo pequenas coleções de Mp3.
Em outras palavras, serve para todos os seus documentos de trabalho e faculdade, mas não serve para uma coleção inteira de músicas, fotos de família e seriados.
Pastas compartilhadas
O grande charme do DropBox, no final das contas, é a possibilidade de criar pastas compartilhadas.
Um exemplo: eu e mais dois amigos criamos uma pasta de sugestões musicais. Quando queríamos que os outros conhecessem algo, jogávamos a música em Mp3 dentro da pasta compartilhada e imediatamente o arquivo aparecia no computador dos outros dois! No máximo, ia no Gtalk depois e falava "ouça aí a música do Jeneci que acabei de colocar na pasta".
Usei bastante para trabalhos em grupo também. Garantia de que todos os integrantes estão sempre com a versão mais atualizada de todos os arquivos. Nada de malditos e-mails com versão pra lá e pra cá.
Links públicos
Recentemente, eles inseriram também a facilidade de criar um link público para qualquer arquivo que você tenha online. Basta ir no site (parece que no windows explorer também funciona), clicar com o botão direito no arquivo que deseja compartilhar e selecionar a opção "Get Link". Voilá! Envie o link para qualquer pessoa, use ela o dropbox ou não, e ela poderá baixar seu arquivo sem nenhuma complicação. Se for uma foto, dá até pra ver online sem baixar.
Por fim, existem milhares de formas inteligentes de se usar um serviço como este de armazenamento em nuvem, as que citei foram apenas exemplos das mais simples e úteis. Além disto, existem os serviços concorrentes Google Drive (5gb) e Microsoft SkyDrive (7gb). No entanto, do que tenho usado até agora o melhor em praticidade e funcionamento é disparado o pioneiro DropBox.
Controle de Versão
Apagou aquele arquivo importantíssimo sem querer? Sem problemas. Entre no site do DropBox com seu usuário e senha, navegue para "Arquivos" -> "Exibir arquivos deletados".
A energia caiu e o Word corrompeu o texto que você trabalhava há meses? Fez uma burrada e sobrescreveu o arquivo que não devia? Navegue até ele no site do DropBox e clique com o botão direito sobre o arquivo. Vai aparecer um menu com a opção "Versões anteriores" (aqui um tutorial que possui um passo-a-passo com imagens para isto) . Voilà!
As versões antigas / deletadas dos seus arquivos ficam lá guardadas por 30 dias no plano gratuito. É possível aumentar este prazo comprando os planos mais avançados deles.
Conclusão
Se for fazer algum trabalho importante no computador, salve ele em uma pasta no DropBox. Simples assim. (a não ser que você esteja trabalhando com vídeos gigantescos, é claro)
Nestes últimos dias eu tenho deixado o meu gtalk no status Ocupado. Como uso um celular com Android, sempre que desligo o computador, o celular "pega" a conexão do gtalk e eu continuo aparecendo online para os meus amigos com o status "Ocupado", da mesma forma que estaria se estivesse no computador.
O que acaba acontecendo é que as pessoas vêm falar comigo, o celular registra o novo chat e apenas mostra uma notificaçãozinha no canto da tela. Sem vibrações ou toques. Só vou perceber a mensagem quando pego o celular na mão, o que pode ser um bom tempo depois da mensagem chegar. Às vezes a pessoa acaba se sentindo meio ofendida por não ter recebido resposta.
Pra evitar esse tipo de incômodo, eu recomendo aos usuários de GMail ativar a extensão Green Robot, que permite ver quem está ligado no GTalk apenas via celular!
GMail Labs: Green Robot
Para ativá-la, basta ir nas Configurações (Settings) do GMail, no canto superior direito da tela:
Clicar na aba "Labs"
Na caixinha de busca, pesquisar por "Android" ou "Green Robot"
Tela do Gmail Labs. Clique na imagem para ampliar.
Clicar em "Enable" e pronto! De agora em diante seus contatos que estejam usando o GTalk via android ficarão com um ícone de robô. E você vai entender melhor porque estão te respondendo de maneira tão concisa :)
Outras extensões:
Aproveitando que você já está na tela do GMail Labs, dê uma olhadinha nas outras extensões! Tem coisas muito úteis como o Undo Send, que permite voltar atrás e re-editar um e-mail que você já enviou. Extra Emoji pode agradar a muitos também, adicionando um botão com uma boa quantidade de emoticons no GMail.
Por muito tempo eu fugi desse jogo. Eu sabia que era problema.
Mas não dá pra se esconder quando ele se transforma numa febre de 10 milhões de pessoas. Fui alcançado quando enfim ocorreu a proposta irrecusável: na compra do Humble Indie Bundle 3, ganhei acesso ao maldito joguinho até dia 14 de agosto. Soma-se isto ao fato de que estava de férias e que tirei dois dentes cisos no mesmo dia em que foi lançado o Bundle... voilá!
60 horas de gameplay depois...
O Jogo
Minecraft é, como gostam de chamar por aí, uma caixa de areia. Você constrói e destrói à vontade, sem grandes objetivos finais ou enredos para seguir. Quem já jogou The Sims, Sim City ou afins sabe que tipo de jogo é este e quão viciante ele pode se tornar.
Numa ótima sacada de game design, as entranhas e nuances de funcionamento do jogo ficaram todas escancaradas para os usuários, de forma que todos podem saber exatamente como funcionam os algoritmos de física/construção/criação de monstros e usar isso a seu favor para criarem estruturas/situações grandiosas. Até uma "wikipedia" própria já existe para o jogo: MineCraft Wiki.
O autor, Notch, é um aficcionado por construção de software simplista, com apelo retrô e pouco consumo de recursos. Já participou diversas vezes do evento Java4k, que desafia desenvolvedores a criarem jogos legais com no máximo 4096 bytes. Minecraft também segue esta guia, o que fica óbvio com o trailer abaixo. O gráfico é reduzido ao mais simples possível, ao ponto do cômico ( ou repulsivo, para os hardcore gamers ) e o foco do jogo fica completamente na interação com o mundo, e nas infinitas possibilidades que ele abre para a imaginação.
Modelo de desenvolvimento / comercialização
Outro ponto muito interessante é o modelo de desenvolvimento do jogo. No modelo mais tradicional de desenvolvimento, primeiro se idealiza o jogo/programa, depois se faz um projeto detalhado deste, entrega-se para alguns programadores desenvolverem, testa-se e só por último libera-se o jogo já pronto para os usuários finais. Em computação, chamamos isto de modelo cascata, no qual uma etapa só pode ser realizada após o término da última.
Notch, por sua vez, grita aos quatro ventos "Waterfall is dead. Long live agile!", em referência ao seu modelo de desenvolvimento ágil. Em resumo: ele tem uma idéia, pula o planejamento e simplesmente a desenvolve. Testa um pouco por conta própria ( o que é BEM diferente de mandar para uma equipe de testes ) e disponibiliza logo para o grande público. Se gostarem, deixa daquele jeito. Se não gostarem, remove-se a alteração com facilidade e tudo volta a funcionar normalmente.
Com este modelo, o autor tem construído o jogo pouco-a-pouco, com várias versões ( ou patches ) saindo desde outubro de 2010, quando o jogo foi disponibilizado pela primeira vez. Assim, os próprios jogadores podem constantemente opinar sobre o que gostariam de ver no seu jogo, fornecendo um feedback direto para os desenvolvedores. Para quem já trabalhou com desenvolvimento de software, é lindo ver esse tipo de modelo funcionando tão bem. E os publicitários bem sabem quão valioso é ter clientes que se sentem parte da criação de um produto.
O famoso primeiro abrigo. Primeiro objetivo de infinitos...
Além disto, o modelo de vendas também é um tanto revolucionário. Desde as versões mais simples, apenas com os recursos mais básicos, o jogo já é vendido a preços reduzidos. A idéia é que se você está comprando o jogo ainda construção, paga apenas pelo que já está pronto e toda melhoria que tiver depois virá de "brinde". Desta forma, os fãs vão fazendo suas mega-construções e se divertindo enquanto a versão final do jogo não está pronta, e neste meio-tempo vão financiando a continuidade do projeto. É uma forma até dos próprios desenvolvedores medirem se o esforço que estão tendo com o jogo está valendo a pena.
E em Minecraft está. Eles já venderam 3 milhões de licensas de jogo. Imagine isto apenas dois anos para uma empresinha de uns dez funcionários...
MineCon
Com o sucesso, os produtores do Minecraft decidiram fazer uma Convenção de Minecraft: a MineCon! Acontecerá em Las Vegas, dias 18 e 19 de novembro de 2011, e vai servir como evento para lançar a primeira versão oficial do jogo, menos de um ano depois da primeira versão paga.
Parece difícil imaginar como um joguinho retrô pode fazer pessoas viajarem, montarem stands e fazerem apresentações só para assistirem ao seu lançamento? Pois é. Agora você começa a entender porque eu estava fugindo tanto dele...
Tem algumas características sociais que são tão impregnadas em mim e ao meu redor que chego a achar que são universais, humanas. É preciso vir alguém meio "de fora" para mostrar que existem outras possibilidades. Isto me aconteceu recentemente com um livro que fala sobre uma sociedade com uma filosofia pouco vinculada a uma cultura de guerra - quase oposta à nossa européia.
"Olho por olho, dente por dente". A estupidez desta filosofia é óbvia, e ainda assim é muito difícil sair dela quando o mundo está, de fato, acontecendo. Quando estamos diante de uma possibilidade de sofrimento, o caminho mais fácil para nossa mente adestrada é reprimi-la. Usamos de força física, verbal ou de nuances mais sutis e mentais para impedir o fluxo da ação por um caminho - sem nos darmos ao trabalho de redirecionar aquilo para algo diferente. Algo que não simplesmente interrompa o caminho das coisas.
Combatemos uma violência com outra. Por mais que a nova seja num nível mais sutil, ainda assim é algo no mínimo sem muito potencial construtivo.
Compartilho abaixo o trecho do livro "Eu me Lembro..." que me fez refletir em como existem soluções alternativas para as nossas situações de sofrimento. Afinal, que situação mais icônica para ilustrar a naturalidade com a qual reprimimos a nós e aos outros do que uma criança querendo colocar a mão no fogo?
"Lembro-me da cozinha, o lugar mais aconchegante da casa. O que eu mais gostava era da proximidade com o fogo e do cheiro bom da comida. Quando era menor, um dia quis tocar no fogo e minha mãe me ajudou nessa aventura. Ela me disse:
– O fogo é muito tímido e quando você tenta segurá-lo ele foge. Mas também é nervoso como o corvo. Se você segura um corvo pelo pé, ele lhe dá uma bicada. O fogo também faz isso. Então, você não pode ficar muito tempo com a sua mão tentando segurá-lo. Você tem que tentar pegar e tirar a mão depressa.
E assim, aprendi a tocar o fogo sem me queimar."
Capítulo "A cozinha da nossa casa", livro "Eu me Lembro".
Percebam que a mãe, ao invés de alertar, criticar, ou impedir o comportamento potencialmente destrutivo do filho, aproveitou a oportunidade para educá-lo. Ao invés de reprimir, conduziu. Isso dá muito combustível para reflexão. Imagino se conseguisse me comportar mais como a mãe desta criança em relação aos meus medos e inseguranças, quanto avanço a mais não iria alcançar? E quanta beleza pode ser vista no mundo inteiro quando me comporto assim também com ele!
A lição mais forte disso que ficou pra mim é muito simples: há uma outra forma de pensar o mundo, e ela pode ser melhor do que a minha.
"...cada filho de Deus é herdeiro de possibilidades sublimes e deve funcionar como médico vigilante de si mesmo." Alexandre, em diálogo com André Luís. Missionários da Luz, cap. 6.
Será que perceberam que eu destaquei "possibilidades sublimes"? É porque são sublimes. Demais. Mesmo. É de se ficar maravilhado.
Desde que comecei a ouvir falar de mobilidade e alternativas aos carros no trânsito, me pego meio desiludido com o futuro próximo. Se por um lado transportes públicos, bondes e bicicletas pareciam soluções perfeitas, por outro eram simplesmente utópicas, por existir hoje uma cultura muito forte enraizada em torno dos carros.
Em paralelo a isto, mesmo antes de começar a dirigir, sempre tive uma idéia muito clara na minha mente: Humanos não deveriam poder dirigir. Isto é função para computadores! Gente dirigindo carros em uma cidade é simplesmente errado, e as estatísticas de acidentes no trânsito tão aí pra provar isso. Isto é forçosamente uma mera fase de transição (de mais de um século, infelizmente) enquanto os computadores não são capazes desta função com segurança.
Eis que em um post sobre os tais carros no PdH, surge um comentário com um link para o projeto Driver (Less) is More para o concurso AUDI Urban Future Award. Qual não foi minha alegria quando vi meu pensamento ecoado em uma palestra de Eric Shmidt, CEO do divino Google:
"Não consigo entender como é sequer permitido que pessoas dirijam carros..."
"O fato de carros terem sido inventados antes dos computadores é um bug!"
De fato, não tinha ligado ainda as peças e visto o carro como uma peça que ainda pode evoluir muito, bastando para isto compreender a mudança de paradigma que é remover o elemento humano do controle. Consegui enfim vislumbrar uma ponte entre o caos carrocêntrico atual e a utopia - agora ainda mais bela do que eu imaginava.
Enfim, recomendo enormemente que vejam site do projeto. Segue apenas uma figura teaser da apresentação, em formato de história em quadrinhos, muito didática, fluida, bonita e com conceitos espetaculares para o futuro.
Há algum tempo uma amiga que partilha comigo as mesmas afinidades com o tosco me passou uma música "imperdível" pelo MSN. O nome do artista: Totó. Já gostei.
Ao começar a música. logo se percebe um sotaque muito exótico da língua portuguesa. Backvocals, gírias estranhas, um violão virtuosíssimo, uma melodia melancólica e então... a frase de impacto acapella:
"Abre a porta, Tânia"
Meus neurônios fritaram na hora, da maneira que só as mais refinadas tosquices conseguem fritar. Daí pra frente era só alegria. O contraste da qualidade musical impecável com a letra estranha de sotaque esquisito, que parece feita pra você rir de confusão, me tornou um fã imediato daquela tosqueira absolutamente original.
Ouça "Abre a Porta, Tânia!" no Youtube
Passei algum tempo tentando encontrar mais informações sobre o cantor, ou pelo menos sobre o CD dele, mas não encontrava nada. Vários anos depois, eis que descubro a capa e o nome do álbum: Vida das Coisas. Achei.
Comecei empolgadamente a escrever este texto antes mesmo de terminar o download e, ao ouvir "Fim-de-semana", primeira música do CD, nenhuma decepção. Anos depois de ouvir "Abre a Porta Tânia", eu fritei seguramente de novo com o estilo do cara. Ele tem o poder de queimar meus neurônios.
As músicas foram passando, fui lendo o que consegui achar a respeito delas e 53 minutos depois senti que a melhor parte de baixar o álbum todo foi entender um pouco mais do estilo do cara. Continua sendo inevitável para um bom brasileiro achar que o cara tá de sacanagem cantando aquilo, mas depois de ter um mínimo contato de uma hora com o conteúdo dele, estou convencido de que é um estilo próprio. Mais do que isto: é extremamente original, que conserva características da cultura africana (ouvi falar que tem algo relacionado também ao Kuduro) ao redor de Totó.
Nas palavras de uma fã: É African music, Soul/Jazz de Angola
Por fim, meus parabéns ao Totó. O som do cara realmente é algo completamente novo pra mim, e executado com maestria. Por mais que eu continue com a dúvida constante de se ele escreveu aquilo por comédia, ou se ele realmente tinha a intenção de causar drama com as histórias. Tenho de admitir que a aura de mistério que a falta de informação sobre o trabalho dele no Google causa também é um ponto positivo.
Fica a recomendação de música tosca-ou-apenas-incompreendida de alta qualidade, para quem quiser se aventurar em estilos completamente aleatórios.
Ok, já é a terceira vez que eu posto algo sobre este tal Humble Indie Bundle. Vocês devem estar se perguntando: porque? Vou falar brevemente do que é o Bundle e quais são meus dois motivos pra fazer esta propaganda:
O que é o Humble Indie Bundle?
É uma promoção por cinco dias, na qual um pacote de jogos indiesfica à venda sem preço definido. Cada cliente vai lá, define quanto quer pagar pelos jogos e qual porcentagem deste pagamento quer dedicar à instituições de caridade. O preço mínimo é um centavo de dólar. Dito isto, meus motivos para fazer essa propaganda toda:
Os jogos que se colocam com o rótulo de "Indie" realmente têm algo de diferente: um foco no lado artístico da coisa. O Braid, por exemplo, é praticamente um quadro de tinta à óleo em movimento, acompanhado de uma trilha sonora orquestral, um enredo poético e uma referência constante a Super Mario. Belíssimo. ( recomendo assistirem o trailer no site oficial do jogo ). Osmos é uma terapia de relaxamento e, para os geeks de plantão, um playground de cálculos balísticos de uma maneira muito intuitiva e gostosa de interagir. Os outros três eu nem conheço, mas a tirar pela fama e histórico do Bundle, com certeza não são de se jogar fora. =)
Motivo 2. O modelo de negócio que está sendo proposto
Eu acho muito legal (por vários motivos, assunto pra outro post) a idéia de "pague o quanto acha que vale", implementado pelo Radiohead há alguns anos, e sendo agora aplicada a videogames. Algumas pessoas acham isso uma coisa meio hippie, meio de adolescente, mas eu vejo um modelo futurista e muito inteligente de comércio nascendo nessas iniciativas.
Conceitos econômicos como oferta, procura e ganho marginal viram uma grande bagunça difícil de definir e, no fim das contas, clientes e desenvolvedores saem felizes. Felicíssimos, até: o primeiro Humble Indie Bundle vendeu $1.3 milhões e o segundo, faltando dois dias pra terminar, já bateu a marca de $1 milhão. Sinceramente, eu acho que poucos desenvolvedores independentes de jogos almejariam uma marca de vendas dessas em uma semana.
O conceito que mais me cativa no final das contas é o de que qualquer quantia que você pagar já é lucro. Os caras têm noção de que os jogos deles nunca seriam assim tão famosos quanto um GTA, e que mesmo que fossem, a pirataria seria a maior forma de disseminação do jogo. Neste modelo de negócio, eles conseguem ganhar uma projeção enorme e envolver pessoas que iriam piratear e simplesmente não precisam porque podem comprar o jogo a US$0.01 .
Por fim, minha sincera recomendação: vão ao site do Bundle, assistam o trailer e vejam se chama a atenção de vocês. Qualquer $1 vai contribuir para fazer este projeto dar ainda mais certo e estimular o nascimento de mais e mais iniciativas semelhantes; o que, no meu ver, representa mais um ponto positivo naquela máxima de "faça um mundo melhor", empurrando nossas noções de capitalismo para algo mais grandioso, humano e bonito de se viver ( depois vejo se falo mais sobre isso ).
Se gostarem muito e decidirem pagar mais, podem pegar uma licensa de presente para alguém ou simplesmente aumentar a quantia que pagaram originalmente - tudo usando a interface do próprio site.
P.s.: mais um terceiro ponto legal é que os caras oferecem suporte atencioso online e via e-mail. Pude testar e comprovar, eles realmente estão se dedicando a isto, e é mto bom ser bem atendido =)
"Deus nos dá pessoas e coisas,
para aprendermos a alegria...
Depois, retoma coisas e pessoas
para ver se já somos capazes da alegria
sozinhos...
Essa... a alegria que ele quer"
Nota breve: Apresentação da Esquadrilha da Fumaça este sábado (30/Out/2010) no Farol da Barra, às 16h.
Assistir a Esquadrilha em uma demonstração é sempre emocionante pra mim. Não é só o visual que conta, é a quantidade de coisas que rolam por trás da apresentação que faz ela ficar ainda mais fantástica.
Desde pequeno, sempre gostei de aviões. Acho que a própria idéia de voar já é muito cativante; somando a isso o formato [da maioria] deles: cumpridos, esbeltos e com focinho (you had it coming...), são máquinas lindas. Por trás da aparência, a complexidade de se construir os motores, de unir a fuselagem com as asas, a elegância do formato delas... Enfim, eu me sinto às vezes como o aviador, interpretado por DiCaprio, capaz de contemplar um avião com um brilho nos olhos enquanto a mente vagueia em elogios.
Um avião sorrindo. Eles não são tão simpáticos? ^^ (via)
Outro ponto muito bom da Esquadrilha é a coreografia. Admiro muito uma boa dança, e é admirável eles conseguirem se mover, flexionar, interagir e até fazer uma "linguagem corporal" com uma máquina que não tem nada a ver com o corpo humano. À 300km/h. Voando. De cabeça pra baixo. A poucos metros de mais 6 outros fazendo a mesma coisa.
Quando junta, enfim, um time de pilotos brasileiros da elite da aeronáutica, aviões brasileiros, e a arte da dança em asas, com direito à vôos rasantes poucos metros acima de mim - daqueles que fazem tremer o chão com o barulho do motor... Putz.
Não dá pra explicar. Só presenciando. Vão ;)
P.s.: Caso você esteja lendo este post depois da apresentação, olhe a agenda dos caras. Eles vivem se apresentando, e é sempre um espetáculo.
Um grupo de amigos - cada um com uma cabeça e uma visão de mundo distinta - cheios de histórias pra contar, idéias pra trocar e um desejo: fazer a diferença na vida de outros caras.
Talvez não com essas palavras, mas foi com essa idéia que o site Papo de Homem se concretizou na minha mente. Para falar sobre este site fantástico, eu antes vou fazer uma digressão (meio new age, como sempre) sobre porquê eu fui parar nele:
Há algum tempo eu li o livro "A Profecia Celestina". Me chamou bastante a atenção um trecho específico do livro, o que explica a "quarta profecia" sobre a guerra dos homens por energia, ou, neste contexto, a guerra dos homens pela manutenção do próprio ego. No livro isto é exemplificado por uma relação típica entre namorados que lutam constantemente pelo poder na relação - e acabam transformando boa parte do que poderia ser proveitoso na relação em meros jogos de poder.
Isso soou familiar com o que sempre ouvi na rua ( felizmente nunca em casa ) sobre o 'importante' para atrair o sexo oposto: "é não ligar", ou "ser escroto", "pisar em cima mesmo, que elas gostam"... essas coisas. Sempre achei tudo isso muito tosco e foi legal encontrar explicações sensatas sobre o porque isto acontece.
Algum tempo depois, nessas aleatoriedades da net, acabei descobrindo o site Não2Não1, que foca especialmente em relacionamentos lúcidos. Com um toque de espiritualidade + pé no chão, discurso consistente, claro, objetivo e com exemplos mais palpáveis, o autor Gustavo Gitti dá verdadeiras aulas a cada post e me tornou um leitor cativo do blog. Não demorou muito até eu conhecer um outro projeto que ele trabalha: o tal Papo de Homem.
O que mais me cativou no PdH, no fim das contas, foi a forma como não há uma única linha de pensamento no site. Os artigos são enviados por dezenas de autores, cada um com uma forma de pensar, estilos diferentes. Arriscaria dizer que a única coisa que eles têm em comum é a sensação de que a experiência deles pode contribuir na formação de novos homens - e o desejo de compartilhar esta experiência.
Usando as palavras deles:
Falamos de cerveja, brochada, gravatas, whiskey, piercing, videogames, colesterol, liderança, truco, guitarras, orgasmo, caipirinha, carros antigos, arroz, dança de salão, café e meditação.
Em vez de seguir tendências e passar informações, nosso foco está em formação de cultura. Intervirmos presencialmente antes de escrever, testamos e experimentamos antes de divulgar, escrevemos para desafiar e provocar ações, não só discussões. Somos agentes sociais e queremos movimentar e chacoalhar qualquer um que chegar perto.
Mr. Play It Safe was afraid to fly He packed his suitcase and kissed his kids good-bye He waited his whole damn life to take that flight And as the plane crashed down he thought 'Well isn't this nice...' And isn't it ironic ...
Well life has a funny way of sneaking up on you When you think everything's okay and everything's going right And life has a funny way of helping you out when You think everything's gone wrong and everything blows up In your face
É muito bom ouvir essa música quando a vida solta umas ironias =)
Mais um post para a minha série ( iniciada com Max Martin ) de músicas bobas que ao ganharem um background ficam legais.
Desta vez, vou relembrá-los da infeliz banda Rouge, com a sua única música de sucesso: Ragatanga. Uma banda engraçadinha, moldada para ser a coisa mais pop do mundo, ganhar um concurso de TV e ser catapultada ao sucesso pelo rádio. Não parei pra ler nada a respeito delas, mas fiquei curioso em 2002 quando ouvi a tal Ragatanga, com sua letra nonsense e absolutamente chiclete.
Creio que muitas pessoas na época acabaram descobrindo que a música que deu origem à versão brasileira do Rouge se chamava "Aserejé", e era composta por um quarteto de espanholas chamadas "Las Ketchup". Até aí nada de mais.
Comecei a achar interessante de verdade quando descobri que as quatro são irmãs e filhas de um músico espanhol conhecido como "El Tomate". Filha de tomate? Ketchup é. Como eu não resisto a um bom (?) trocadilho, já passei a gostar da moças espanholas e ignorar a versão brasileira. ( vale destacar que o Rouge teve uma atitude legal ao deixar escancarado no clipe que a música não era delas, dando a referência pra banda original... coisa que Latino não faz, por exemplo :P )
Anos depois, vim me bater com um vídeotremendamente aleatório que me queimou vários neurônios e, somado com a aleatoriedade natural da letra de Asereje, me fez questionar o que diabos levou essas meninas a inventarem isso. Sorte minha que o Google é meu pastor e esta resposta também não me faltou. Vejam vocês mesmos:
Behold the truth...
Enfim: as irmãs, quando eram novinhas, ouviam "Rapper's Delight" e cantavam junto mesmo sem saber inglês! Jogaram um efeito Mondegreen em cima da música preferida delas e do "I said the hip hop" fez-se "Aserejé ha". Décadas depois, as moças se reúnem numa banda familiar e cantam a musiquinha de infância delas, fazendo sucesso com uma homenagem ( deveras obscura ) ao groove que ouviam na época.
Fale sério, eu fiquei fã da música depois de descobrir isso!
E agora que vocês conhecem a história, fiquem com o clipe original de Aserejé ( The Ketchup Song ) =D
Ritmo ragatanga possuindo geral (Galera da Taverna, Aquele abraço!)